domingo, 19 de março de 2017

PROFESSOR DO BRASIL ENTRE OS FINALISTAS DE MELHOR DO MUNDO

Canadense vence prêmio de melhor professora do mundo
Professor de ciências do interior do Espírito Santo estava entre os dez finalistas da premiação 
SÃO PAULO - A professora canadense Maggie Mcdonnell foi a vencedora do Global Teacher Prize, prêmio de R$ 1 milhão que destaca as ações de maior impacto de docentes. Maggie trabalhar em Salluit, uma aldeia inígena esquimó em uma região do Ártico Canadense, uma das áreas mais remotas do mundo e que tem acesso apenas por via aérea. 
A comunidade, de apenas 1,3 mil habitantes, foi impactada pelo trabalho de Maggie. O local, que fica praticamente isolado pela ausência de estradas e temperaturas que podem chegar a - 25ºC, enfrenta problemas de destruição ambiental e desigualdade econômica o que levou a altas taxas de abandono escolar. 
Por isso, Maggie desenvolveu um trabalho para motivar os jovens a voltarem à escola por meio de projetos que os interessem, como um centro fitness, uma cozinha comunitária e uma loja de produtos usados. Ela também chegou a acolher temporariamente jovens que passavam por situações difícies, já que a comunidade enfrenta problemas como alcoolismo, uso de drogas, alta taxa de suicídio - em 2015, a cidade registrou 6 suicídios entre homens de 18 a 25 anos -, gravidez na adolescência e abuso sexual. 
"Em três ocasiões distintas, tive alunos que me agradeceram por salvar suas vidas. Todos eles passaram por momentos difíceis quando perderam amigos e familiares para o suicídio, ou experimentaram outros traumas", diz a professora, em um texto divulgado pela premiação. "Cada um deles me procurou quando estava lutando contra seus próprios pensamentos de suicídio."
Em sua terceira edição, o Global Teacher Prize é o maior prêmio do gênero e foi criado para reconhecer "um professor excepcional que tenha feito uma grande contribuição para a profissão, além de chamar a atenção para o importante papel que os professores exercem na sociedade".
Brasil. Entre os dez finalistas estava o professor de ciências Wemerson da Silva Nogueira, de 26 anos, que trabalha em Nova Venécia, no interior do Espírito Santo. Depois de detectar que muitos alunos sofriam violência em casa, ele desenvolveu o projeto 'Jovens Cientistas'. 
"A comunidade é carente de tudo e muitos alunos faziam o tráfico de drogas nos arredores e nas dependências da escola. Comecei a motivá-los para a música, para o esporte e, por fim, envolvi os pais. Os alunos passaram a ter interesse pela escola e pelo contexto social." Ele conta que num dos projetos, o 'Karaoquímica', os alunos cantavam as fórmulas de uma matéria normalmente difícil. Contrariando orientação dos chamados "pedagogos", ele liberou o celular nas aulas e converteu os aparelhos em fonte de consulta.
Fonte: www.estadao.com.br, acesso em 19/03/2017.



quinta-feira, 16 de março de 2017

TEXTO PARA REFLETIRMOS





RESISTIR PARA EXISTIR
Texto de Gabriel Perissé - Revista Educação edição 237 - Jan/Fev 2017
O Brasil, antes de ser Brasil, não podia existir nos livros escolares. Não se chamava Brasil nem era ainda o que se tornou a partir do século 16. De interrogação tropical (para a mente europeia), tornou-se então uma feitoria escravista e mais tarde um proletariado externo a título de possessão estrangeira.
Estou escrevendo em sintonia com Darcy Ribeiro (seu livro O povo brasileiro). Como povo sublusitano, mestiçado de sangues afros e índios, atravessamos dois, três séculos presos ao atraso e à ignorância. Fomos espoliados e mantidos em situação subalterna. Nossa terra (e nossa água… e nossa alma) uma e outra vez explorada. E a liberdade jamais conquistou espaço entre a imposta ordem e o suposto progresso, palavras cravadas na bandeira nacional.
No século 19, procurando nas raízes um destino, nossos escritores românticos e realistas redescobriram o país. Somos floresta virgem e fascinante, e somos cortiço no espaço urbano. Somos José de Alencar e Aluísio Azevedo. E logo vieram imigrantes de vários pontos do mundo, trazendo idiomas diversos e novos traços físicos e culturais. No século 20, o escritor vienense Stefan Zweig acreditou que éramos “um país do futuro” (reparem no artigo indefinido), e não “o país do futuro”, como se procurou difundir.
E chegamos ao final do milênio, após uma sucessão de ditaduras e de períodos quase democráticos, sem saber responder à crucial pergunta que Darcy Ribeiro se fazia com frequência: “Por que o Brasil ainda não deu certo?”.
O passado não passou
Quem tem mais de 50 anos de idade, meio século de alguma leitura de mundo e de país, sente-se convidado a arriscar um palpite. Ainda não demos certo (ofereço minha opinião) porque continuamos praticando a servidão voluntária de que falava o escritor francês Étienne de La Boétie (século 16). Em seu Discurso sobre esta atitude humilhante, o autor denunciava nossa conivência com a tirania. Aceitamos os tiranos e lhes damos território, alimento e segurança.
O tirano aposta todas as suas fichas em nosso medo de assumir as consequências da liberdade pessoal e/ou coletiva. Seu trunfo e seu triunfo estão em nossa aceitação impensada e comodista. E em nossa leitura insuficiente dos acontecimentos.
O passado da condição subalterna não passou. Repetimos sem refletir a frase disseminada. Ouvimos sem analisar e repetimos sem pestanejar: “manda quem pode, e obedece quem tem juízo”. No entanto, que juí­zo, que bom-senso terá alguém que obedece automaticamente, e repete o “amém” induzido por palavras manipuladoras?
As palavras de La Boétie vêm igualmente do passado para o presente, num piscar de olhos. Referindo-se à
[…] multidão que se
esquece das coisas passadas e, por isso, não tem
condições de julgar as
coisas futuras e avaliar
as coisas presentes […]
o escritor enaltecia, por contraste, aqueles que possuem “uma cabeça bem-feita”
[…] e esta lucidez alcançaram graças ao estudo e ao conhecimento. Mesmo que a liberdade viesse a se perder inteiramente e fosse lançada fora do mundo, estes ainda saberiam imaginá-la e senti-la em seu espírito, e até mesmo saboreá-la, pois não suportam o gosto amargo da servidão, por mais disfarçado que esteja.
A noção de “cabeça bem-feita” é partilhada por Montaigne, grande amigo de La Boétie. Segundo Montaigne, nossos filhos precisam ter uma cabeça bem-feita, mais do que bem cheia. A cabeça cheia de conhecimentos inúteis não garante lucidez, critério e conduta adequada.
Crise ou projeto?
Voltemos a Darcy Ribeiro, que possuía uma senhora cabeça! E indicava um instrumento de avaliação da realidade presente. Perguntava ele: “Isso é crise ou é projeto?”. Diante de um problema, de uma catástrofe, de uma perplexidade, esta pergunta ajuda a discernir causas e motivações.
Presídios superpovoados, isso é crise ou é projeto? Poucas estações de metrô numa megalópole, isso é crise ou é projeto? Universidades públicas sem verbas, isso é crise ou é projeto? Livrarias indo à falência, isso é crise ou é projeto? A profissão docente desvalorizada, isso é crise ou é projeto?
A liberdade de pensar é ato de resistência. Resistir, não se dobrar nem se sujeitar, é desejar uma existência digna. A cabeça bem-feita pergunta sobre a realidade das coisas, mesmo quando tudo parece óbvio e natural.
No livro Viva a língua brasileira (de 2016), Sérgio Rodrigues usa a cabeça e nos ensina a não embarcar em qualquer interpretação.
Há décadas temos ouvido, lido e até divulgado a ideia de que a palavra “crise” em chinês é composta por dois caracteres, um com o significado de “perigo” e o outro com o sentido de “oportunidade”. Parece que foi o presidente John Kennedy quem começou a distribuir essa falsa moeda linguística, sendo depois imitado por palestrantes e escritores de autoajuda.
Pois bem. Sérgio Rodrigues explica que o chinês weiji (“crise”), conforme esclarecem os estudiosos do mandarim, significa situação de perigo mesmo. Em outras palavras, há um projeto que tenciona fazer-nos crer que “crise” é uma excelente oportunidade! A eterna crise educacional, por exemplo, seria algo que valeria a pena cultivar. Que tal?


Revista educação: acesso em 15/03/2017: http://www.revistaeducacao.com.br/resistir-para-existir/

SUSTENTABILIDADE





Trabalho com alunos do oitavo ano, disciplina de Geografia, Prof. Simone

terça-feira, 14 de março de 2017

ATIVIDADES DE CIÊNCIAS - ANOS INICIAIS

 Abaixo, fotos do trabalho de drenagem, na área de ciências, com o 4 ano B, da Prof. Izabel, com a mediação do Professor Coordenador Fernando.









CANTIGAS RE DODA

Atividades com cantigas de roda, do 2 ano, com a Prof. Jovelina





segunda-feira, 13 de março de 2017

COMUNICADO DOCENTE

COMUNICADO 

Reafirmo, o que foi ressaltado nos dias de planejamento e reuniões de ATPC:
  1. Vejam com frequência o blog da escola, é nosso meio de comunicação desde 2010 e conta com mais de 50.000 acessos. Inserimos ali notícias de cursos; concursos; editais para coordenador, mediador, CEEJA, Integral; notícias referente à comunidade, educação e demais assuntos relevantes; comunicados sobre reuniões; fotos sobre atividades realizadas em nossa escola entre alunos, professores, funcionários, gestores, parceiros e voluntários. É um espaço de transparência e comunicação ativa. Lembro que não mais utilizarei o “wattsapp Uacury” para comunicados oficiais, pois entendo que a forma que o mesmo está
    sendo utilizado foge do objetivo de sua criação
O site uacury, foi criado e vem sendo melhorado constantemente para
que seja uma plataforma pedagógica, sendo que oferece:
  • a. Currículo virtual, por área e disciplina, eliminando a necessidade da entrega do planejamento anual do professor, com atalhos auxiliares e complementares como a Plataforma foco de aprendizagem, Matriz de Avaliação Processual, Boletim completo do Saresp/Idesp
  • Divulgação pública, já na página inicial do nosso Projeto Político Pedagógico, que para nós deixou de ser há tempos um documento meramente burocrático e de “gaveta”, para indicar caminhos e nossa filosofia de trabalho, que é compromisso, e não permite que seja deturpado, sendo que em linhas gerais preconiza
  •  Trabalho com habilidades e competências, sendo necessário que o professor se aproprie significativamente de seu entendimento para que possa de forma fidedigna diagnosticar e apontar as principais dificuldades. Por isso é necessário, dentro da disciplina de cada um que aponte, considerando o currículo oficial e perspectivas de desenvolvimento quais as habilidades que serão trabalhadas. Coerência e discernimento de cada professor, que pode direcionar a quantidade, embora considere que 1 única habilidade é mensurar nossos alunos por baixo, mas nada que não possamos discutir ainda mais, como foi feito no planejamento e é explanado nas ATPC’s
  •    A importância da leitura, tanto para os alunos, quanto aos professores, que deve ter o desejo forte da atualização constante;
  •   Aprendizagem significativa, que passa pela contextualização de fatos, da mediação positiva de informações para que o aluno tenha capacidade de compreender e formar seu próprio conceito;
  •     O trabalho com valores; que certamente deve ( e por muitas vezes não tem) ser papel primeiro da família, mas que na escola, sua primeira vida em sociedade, o aluno entenda o significado de compromisso, de direitos e deveres, responsabilidade, ética, cidadania, dentre outros valores de extrema importância na formação do caráter de nossos alunos;
  •      O uso da tecnologia em favor da educação. Difícil, até mais para o professor mais resistente (!) discordar, com linhas de raciocínio lógico deste conceito. Qualquer leitura dimensiona para a importância destes recursos, a discussão e preocupação fica para uso excessivo (em casa) de equipamentos que possam tirar horas de lazer e de convivência social, bem como do alerta para os cuidados a serem tomados em redes sociais 
  •    O PPP ainda enfatiza, a necessidade da corresponsabilidade, do ensinar pela postura, pela ações e resoluções em conflitos, em saber que o grande objetivo é o aluno o não corporativismo entre docentes/discentes/gestores/funcionários/pais
  •      Plataformas como: Padlet – mural para troca de vídeos, artigos e demais assuntos que os professores achem relevantes; Fórum do Entorno da Escola – canal de diálogo para a realização do projeto, com socialização deideias, troca de materiais e alinhamento;
  •  Ao respeito pela história conquistada com muito suor e esforço, que transformou e transforma uma comunidade rotulada como “rural” e formada “por filhos de sitiantes”, de “alunos pacatos e inseguros” para ser uma instituição que tem entre seus ex-alunos, médico, engenheiros, professores, profissionais liberais, só para ficar em alguns exemplos; de ser uma escola elogiada publicamente e através de documentos, entrevistas, vídeos e convites para exposição do trabalho realizado.
  •  Ositeainda,trazaplataformadoprofessor,voltadaaoauxíliodas atividades por ele     desenvolvida e repositório de links e atividades que visam otimizar o tempo e facilitar o processo de aprendizagem;
  • Atalho para uso do celular pelo aluno, que utiliza a rede de wifi, que é disponibilizada aos alunos e professores;
  • Acervo de materiais como dvd, livros e mapas, que facilita o planejamento das aulas e a verificação das possibilidades que a escola oferece;
  • Links de vídeos, filmes, e-books, documentários e vídeos diversos, incluindo os produzidos pela escola;
  • Mais outro tanto de coisas que só mesmo visitando e se interessando.


 O preenchimento do semanário: Cobrança pedagógica da Diretoria de Ensino e nossa diretriz, entrega antecipada de 2 semanas. A partir deste mês de março/2017, colocaremos no site as aulas planejadas, que tem como objetivo cumprir o compromisso assumido com os pais de transparência do conteúdo que é ministrado aos seus filhos, de forma que eles possam nos ajudar no acompanhamento;


 Agendamento antecipado das instalações, equipamentos e materiais;

As presenças nas ATPC’s: De extrema importância para o alinhamento e discussão semanal do processo de ensino e aprendizagem;

Da pontualidade das aulas e na entrega de documentos pedagógicos: Indispensável.

Preenchimento pontual do Diário de classe;
Enfim, reafirmar nossa disposição em auxiliar, dar suporte e trocar informações sempre, sem partidarismo ou ideologias políticas. Precisamos é de trabalho. E acredito, sem jacobice, que temos um grupo de trabalho muito bom.


INSCRIÇÃO PARA ATUAÇÃO como MEDIADOR ESCOLAR E COMUNITÁRIO

EDITAL DE INSCRIÇÃO PARA ATUAÇÃO como MEDIADOR ESCOLAR E COMUNITÁRIO – SISTEMA DE PROTEÇÃO ESCOLAR 2017

                   O Dirigente Regional de Ensino da Região de Campinas Leste no uso de suas atribuições torna pública a abertura inscrições para credenciamento de docentes/candidatos interessados em atuar como Professor Mediador Escolar e Comunitário, nas escolas jurisdicionadas à Diretoria de Campinas Leste, nos termos do artigo 5º da Resolução SE 07/2012, das Resoluções SE 19/10, 29/10, 03/11 alterada pela 10/12, 07/12, 54/13, 02/17 e Instruções Conjuntas CENP/ DRHU de 09/04/2010 e de 28/01/11, Instrução Conjunta CGEB/CGRH de 03/02/2012 e Res SE 72/16.

I – Da Inscrição:
§  De 13 a 17 de março de 2017
§  Das 8:30 às 11:30h e das 13:30 às 16:00h.
§  Local: Diretoria de Ensino Campinas Leste, R. Rafael Sampaio, 485 – Vila Rossi/Campinas

II – Requisitos para Inscrição:
1 - ser titular de cargo docente de qualquer disciplina, que se encontre na condição de adido, classificado na própria escola, sem descaracterizar essa condição; ou
2 - ser titular de cargo docente de qualquer disciplina, que se encontre na condição de adido, classificado em outra unidade escolar da a Diretoria de Ensino Campinas Leste, sem descaracterizar essa condição; ou
3 – ser docente readaptado em exercício na escola, que seja detentor de perfil adequado à natureza das atribuições de Professor Mediador Escolar e Comunitário e que apresente histórico de bom relacionamento com alunos e com a comunidade, verificada a compatibilidade do seu rol de atribuições, estabelecido pela Comissão de Assuntos de Assistência à Saúde - CAAS;
4 – ser docente ocupante de função-atividade abrangido pelo disposto no § 2º do artigo 2º da Lei Complementar nº 1.010, de 1º de junho de 2007(categoria F), e que se encontre cumprindo 09 horas de permanência – sem carga horária alguma atribuída;

III – Dos Documentos Necessários: (entregar cópia reprográfica e apresentar original para conferência)
a.      RG e CPF;
b.     Diploma de Licenciatura Plena, ou de curso de bacharelado, acompanhado do respectivo histórico escolar;
c.      Comprovante de inscrição ou de cadastro (cadastrado de outra diretoria de ensino) para processo de atribuição de aulas 2017 na D.E. Campinas Leste, onde conste a categoria funcional pertencente (impresso do sistema GDAE);
d.     CTA (contagem de tempo para atribuição) expedido pela escola sede em 2016, com data base 30/06/16, onde conste a categoria funcional;
e.      Carta de motivação em que apresente exposição sucinta das razões pelas quais opta por exercer as atribuições de Professor Mediador Escolar e Comunitário, considerando o disposto na legislação (anexo A);
f.      Currículo contendo certificados de cursos ou comprovação de prévia participação em ações ou projetos relacionados aos temas afetos à Proteção Escolar, tais como: Mediação de Conflitos, Justiça Restaurativa, Bulliyng, Articulação Comunitária, entre outros;
g.      Declaração da Direção da Escola Sede de Exercício de 2016, de que tem bom relacionamento com alunos e comunidade.

IV – Das Atribuições da Função:
Para o desempenho das atribuições de Professor Mediador Escolar e Comunitário, o docente deverá, precipuamente:
§  adotar práticas de mediação de conflitos no ambiente escolar e apoiar o desenvolvimento de ações e programas de Justiça Restaurativa;
§  orientar os pais ou responsáveis dos alunos sobre o papel da família no processo educativo;
§  analisar os fatores de vulnerabilidade e de risco a que possa estar exposto o aluno;
§  orientar a família ou os responsáveis quanto à procura de serviços de proteção social;
§  identificar e sugerir atividades pedagógicas complementares, a serem realizadas pelos alunos fora do período letivo;
§  orientar e apoiar os alunos na prática de seus estudos.

V – Da carga Horária:
§   O Professor Mediador Escolar e Comunitário exercerá suas atribuições com carga horária correspondente à da Jornada Integral de Trabalho docente ou Jornada Inicial de Trabalho docente.
§   A atribuição da carga horária destinada ao projeto será compatibilizada com a carga horária constituída de aulas que o docente já possua, observado, no somatório, o limite máximo de 40 (quarenta) horas semanais.
§   A distribuição da carga horária do docente de acordo com o horário de funcionamento da unidade escolar, será feita em 5 (cinco) dias úteis da semana, respeitado o limite máximo de 8 (oito) horas diárias de trabalho, incluídas as Aulas de Trabalho Pedagógico Coletivo.
§   A distribuição da carga horária de trabalho deverá prever a disponibilização de até 4 (quatro) horas quinzenais, ou 8 (oito) horas mensais, a serem cumpridas em reuniões de planejamento e avaliação, agendadas pela Gestão Regional do Sistema de Proteção Escolar.
§   Quando se tratar de docente readaptado, o Professor Mediador Escolar e Comunitário cumprirá a carga horária que já possui fixada na respectiva apostila de readaptação.


VI- Da Seleção dos Candidatos:
§  A seleção dos docentes candidatos ao exercício de Professor Mediador Escolar e Comunitário será realizada pelos responsáveis pela Gestão Regional do Sistema de Proteção Escolar na Diretoria de Ensino, acompanhados pela Comissão de Atribuição de classes e aulas e ouvida a equipe gestora da escola contemplada, por meio da avaliação de perfil do docente candidato e posterior classificação, com base no currículo e carta de motivação e declaração de bom relacionamento apresentados.
§  Para a avaliação de perfil de que trata o item anterior, a Diretoria de Ensino realizará entrevistas na Diretoria de Ensino com os docentes candidatos novos (que ainda não atuam no programa), nos dias 23 e 24 de março em horário a ser agendado.
§  Os responsáveis pelo Sistema de Proteção Escolar na Diretoria de Ensino analisarão os documentos apresentados (currículo, carta de motivação e avaliação de desempenho).
§  O procedimento para a seleção dos candidatos incluirá a análise, pontuação e somatória dos seguintes itens:
1. Currículo – 0 a 10 pontos (para todos os inscritos)
2. Entrevista  – 0 a 10 pontos (para candidatos novos)

VII-   Da Classificação dos Candidatos:
§  Após aprovação do perfil dos candidatos, a Diretoria procederá à classificação que obedecerá à seguinte ordem de prioridade disposta no item I do presente edital;
§ Os docentes inscritos serão classificados em ordem decrescente, nos termos da legislação vigente.
§   A classificação e atribuição para o exercício das atribuições de professor Mediador Escolar e Comunitário será publicada em data a ser posteriormente divulgada no site da DE Campinas Leste  http://decampinasleste.edunet.sp.gov.br;
§  As aulas de que trata este edital, poderão ser atribuídas aos docentes, inscritos e cadastrados na DE Campinas Leste.

VIII – Das Disposições Finais:
1.     Os casos omissos ao disposto neste Edital serão analisados pela  comissão responsável por esse processo de seleção na Diretoria de Ensino.
2.     O ato da inscrição implicará na aceitação por parte do candidato, de todas as disposições deste edital.
3.     O Professor Mediador Escolar e Comunitário que, no desempenho das suas atribuições, deixar de observar a metodologia do projeto ou o plano de trabalho proposto pela escola, perderá, a qualquer momento, por decisão fundamentada do Diretor de Escola, ouvido o Supervisor de Ensino responsável pela Gestão Regional do Sistema de Proteção Escolar, a carga horária relativa ao projeto, assegurados, previamente, a ampla defesa e o contraditório.
4.     Não caberá afastamento e substituição da função.
5.     Não poderá ocorrer desistência de aulas regulares ou de outros projetos, bem como troca ou substituição de aulas pelas aulas de Professor Mediador Escolar e Comunitário.
6.     A falta de pertinência e adequação da Carta de Motivação e Perfil apresentados respectivamente, sujeitam o candidato à desclassificação.
7.     Novas orientações publicadas pelos órgãos centrais da SEE poderão determinar alterações no presente edital.
  

ANEXO – A
(para candidatos novos)
  
PROFESSOR MEDIADOR /2017
Roteiro para elaboração da Carta de Motivação
(procure desenvolver as questões abaixo em forma de texto)

Ø  Qual a sua proposta de trabalho para 2017?
Ø  Informe: Justificativa, Objetivos, Cronograma, Acompanhamento, Metodologia e Avaliação de percurso com vistas à AÇÃO-REFLEXÃO-AÇÃO durante o período de execução do projeto.
Ø  Informe cursos realizados que contribuirão para o exercício da função de professor mediador.
Ø  Porque está interessado em atuar como Professor Mediador? Especifique.


Campinas, 07 de março de 2017.