POR UM TEMPO DE
FELICIDADE
Noticiário sobre crises em vários setores no Brasil,
instabilidade política, econômica e social, elevação no índice do desemprego,
redução de verbas para a educação. O quadro atual de fato não é motivador.
Quando se traz para a escola esta realidade,
encontramos reflexos na descontinuidade do Programa Mais Educação, que atendia
alunos no contra-turno em atividades diversas; no cancelamento da verba em
2015/2016 do “mutirão trato na escola”; na ainda não liberação da verba mensal
para produtos de limpeza e papelaria; na falta de funcionários; no recolhimento
programado das impressoras das escolas; no remanejamento de verbas para a
manutenção...
Estas situações obrigatoriamente implicam uma
reorganização e uma participação mais ativa e interessada e compreensiva de
todos que compõem a comunidade escolar. Acúmulo de serviço para funcionários e
gestores (diretor, vice-diretor, coordenadores pedagógicos), que fazem as vezes
de inspetor de aluno, e ajudam-se mutuamente nas tarefas e atividades do
cotidiano acadêmico contando com o auxílio precioso do corpo docente, que
“comprou” a ideia e compromisso de melhorarmos nosso processo de ensino e
aprendizagem, de elevarmos nossos índices no IDESP – Índice de Desenvolvimento
da Educação no Estado de São Paulo, e de sairmos do que chamamos em nosso
planejamento de “zona de conforto”. Significa reavaliarmos trabalhos,
metodologias, dinâmicas, e posturas que envolvam família-escola-comunidade para
alcançarmos o sucesso.
A unanimidade, como disse Nelson Rodrigues “... é burra. Quem pensa com a unanimidade não
precisa pensar”. Então não esperamos o engajamento de todos os atores que
atuam em nossa escola, dentro e fora dela, mas o empenho sincero de muitos nos
trarão a certeza da felicidade. O ditado popular “cães ladram e a caravana passa”, ou lembremos Carlos Drumond de
Andrade em seu poema: “No meio do caminho
tinha uma pedra/ Tinha uma pedra no meio do caminho...” nos leva a uma
postura de trabalho norteado por metas e objetivos expressas no PPP – Projeto
Político Pedagógico, onde simplesmente não temos tempo para “mi-mi-mi”,
palavras maldosas, idiotas até, cuja função além de mostrar o caráter de seu(s)
autor(es), é talvez tentar disseminar desconforto. Nossa escola, a instituição Uacury e o
compromisso com nossos alunos são muito maiores do que qualquer outra coisa, e
estamos trabalhando MUITO, focados, e sem tempo para bobagens.












