Blog oficial da E.E.Prof.Uacury Ribeiro de Assis Bastos, destinado a divulgar notícias, publicar reportagens, registrar eventos e atividades da escola.
sexta-feira, 16 de setembro de 2016
quinta-feira, 15 de setembro de 2016
TRABALHO COM CARTÃO-POSTAL
Alunos do 6º B, Profª Cássia estão trabalhando com Cartões-postais. Abaixo, o Diretor Edson recebeu das mãos dos alunos 1 unidade, Outros gestores e funcionários também receberam.
TRABALHO COM CARTÃO-POSTAL
Alunos do 6º B, Profª Cássia estão trabalhando com Cartões-postais. Abaixo, o Diretor Edson recebeu das mãos dos alunos 1 unidade, Outros gestores e funcionários também receberam.
quarta-feira, 14 de setembro de 2016
MAIS AMOR POR FAVOR
Toda crítica é destrutiva.
Uma terapeuta uma vez disse isso. Mas não engoli de primeira.
Passei anos trabalhando em agências de propaganda e recebendo críticas. Tive chefe que rasgava o papel quando não gostava da ideia. Ou os muitos papéis. Mas dizem que as primeiras ideias nunca são as melhores, então eu me acostumei. Até que com os anos aquilo começou a me parecer muito mais destrutivo do que qualquer coisa. A sensação de nunca fazer o suficiente é vazia e sem frutos. Então o meu chefe na época fez um curso de snowboarding e claro muito mais caía do que ficava de pé. Na volta do final de semana caindo e levantando ele me falou: Cris, você tem razão. As críticas são destrutivas. Se o professor não tivesse ficado o tempo inteiro me incentivando, eu teria desistido.
Todos nós fomos alimentados nossa vida inteira com críticas. Pratos de “dá isso aqui, se não você vai estragar tudo”, “como você é burro”, “isso é coisa de menina?”, “você não sabe fazer nada direito”, “sua magrela”, “sua gorducha”, “você é o único menino que não está se comportando aqui”, “que coisa feia”.
Tenho uma pessoa muito querida na minha vida que sofre de um grave distúrbio alimentar porque quando criança sofreu bullying por ser “gordinha”. É muito triste isso, gente. Milhares de pessoas têm a vida limitada em nome de uma auto estima tão baixa que é destrutiva.
Talvez as palavras tenham mais importância do que a gente imagina.
Umas das palavras que mais me deixam triste quando eu leio nos e-mails das leitoras desse blog é “obrigada por me ajudar, porque eu não tenho ninguém para conversar”.
Então eu queria pedir uma coisinha. Vamos tentar passar 10 dias sem criticar ninguém, sem julgar. Como disse Santo Agostinho: “Necessitamos um do outro, para sermos nós mesmos.” Vamos enxergar as pessoas à nossa volta. Cumprimentar, ser simpático, ouvir. Porque essas mulheres que me escrevem dizendo que estão desesperadamente sozinhas, com certeza estão passando por alguém mas não estão sendo vistas. E quando começam a falar recebem logo uma crítica, uma palavra agressiva ou uma palavra passivo/agressiva como “Mas você não se valoriza?”, “Eu não aceitaria isso”, “Você está pedindo, né?”.
Ninguém está triste porque quer. Não acredito que bebê chora de manha, que criança fica triste para chamar a atenção. Acredito que a energia do amor da mãe que pega o bebê no berço no meio da noite é capaz de elevar a energia daquele ser que está precisando mais. O bem vence o mal, como dizia o He-Man. ; )
Só que ninguém dá o que não tem. É assim sendo mãe, é assim sendo filha, sendo amiga. A gente precisa gostar primeiro da gente para conseguir gostar de outra pessoa. É preciso parar de se criticar o tempo todo, para conseguir conversar sem criticar o outro também. É preciso calar aquela voz que sempre te coloca para baixo, que sempre espera o pior. Seus maiores medos podem nunca acontecer. Pessimismo não é realismo. Hoje, dia 11 de Setembro a gente pode lembrar das 4 mil pessoas me morreram no atentado de NY e agradecer por ter chegado até aqui. Agradecer tudo o que já foi conquistado. E aumentar o som da paixão, do sonho, daquilo que é positivo e consegue fazer aquela voz crítica ficar baixinha – do jeito que ela merece.
Pensando em tudo isso, encontrei essas afirmações no livro Hands Free Life da Rachel Macy Stafford que me parecem um belo exercício de faxina interna para seguir esse caminho. O que segue é a minha tradução.
Leia com calma. Passe para as pessoas queridas que estão precisando de menos críticas e mais amor.
- Hoje eu me liberto das palavras agressivas que carrego comigo por muito tempo. Eu não sou o meu passado. Eu não sou a opinião dos outros. Eu não estou tão longe que não possa ser resgatada. Eu sou forte. Eu sou resiliente. Eu sou um sobrevivente. Hoje eu paro de olhar a distância que preciso percorrer e olho para o longe que já consegui chegar.
- Hoje eu me liberto da culpa sobre minhas escolhas pobres e as oportunidades que perdi. Escolher me repreender todo dia por coisas que eu não posso mudar está apenas roubando os meus dias. Aqueles que eu prejudiquei já me perdoaram. Está na hora de eu perdoar a mim mesmo. Está na hora de amar a mim mesmo.
- Hoje eu me liberto da ideia errada de que o que aconteceu foi minha culpa. Não foi minha culpa. Eu foi a vítima ali, mas eu não vou continuar sendo a vítima agora. Eu mereço a felicidade… a paz… e a liberdade. Eu não vou deixar ninguém tirar outro dia da minha vida preciosa.
- Hoje eu me liberto da dor e da insegurança. Eu não vou deixar isso ditar a minha vida. Eu não vou deixar isso me impedir de fazer o que o meu coração está pedindo. Talvez eu só consiga segurar essa certeza por cinco minutos. Talvez minhas mãos fiquem tremendo. Talvez minha voz saia baixinho, mas hoje eu vou levar minha história… minha paixão… minha arte… minhas ideias para o mundo e para a luz.
- Hoje eu me liberto do julgamento. Eu vou treinar os meus olhos para reconhecer que eu estou fazendo a coisa certa. Eu vou me honrar quando eu estragar tudo. Afinal eu sou apenas um ser humano. E me horando, eu honro as pessoas que eu amo. Eu não quero passar o tempo tão ocupada me julgando que fico impossibilitada de amar a mim mesma.
- Hoje eu me liberto da pressão de ser perfeita. Perfeição não é possível e eu estou destruindo meu espírito por tentar manter essa fachada. Hoje eu vou deixar alguém conhecer o meu verdadeiro eu. Eu vou admitir minhas verdades mais duras, minhas cicatrizes mais doloridas, até se essa pessoa for eu mesma. Hoje eu vou parar de gastar tanto tempo polindo o lado de fora e começar a curar o lado de dentro.
- Hoje eu me liberto da necessidade de ter tudo resolvido. As coisas não estão onde eu gostaria que estivessem, mas isso não significa que nunca vão estar. Hoje eu renuncio a necessidade de criar um resultado específico e confio que tudo vai dar certo na hora certa. Talvez vai ser ainda melhor do que eu planejei.
Por um final de semana e mais dias cheios de amor e encontros verdadeiros.
Cris Leão
O jardim de infância é mais importante que a faculdade
O jardim de infância é mais importante que a faculdade
Desde que a gente nasce, ouve os pais falando que temos que estudar, pois quem não estuda não é ninguém e por aí vai. Eu pelo menos ouvi muito. Hoje a coisa vai além. Uma criança mal nasce e os pais (eu e você, no caso) já estão fazendo planos para a faculdade. Sim, sim, é importante. A gente sabe. Mas ao mesmo tempo cresce o número de jovens que eu conheço que tem optado por caminhos profissionais em que a faculdade não importou muito ou, pior, que já está no terceiro curso e mesmo assim não está satisfeito. A tal da insatisfação crônica comum em nossa época… Bem, se meu filho vai fazer faculdade eu realmente não sei. Se ele vai ser arquiteto, cineasta ou jogador de futebol é uma incógnita. Mas tenho uma certeza: ter feito um bom jardim de infância fez diferença. Os primeiros sete anos de vida são decisivos na vida. É nesse período que se forma muita coisa, entre elas todos os órgãos do corpo, os dentes que teremos para o resto da vida, em que se forma nosso sentimento básico em relação ao mundo, ou seja, aquele sentimento a respeito do mundo que vai nos acompanhar para sempre, amém. E que você só vai mudar, se precisar, com muita terapia e dedicação. Pode ser medo, pode ser segurança, pode ser outra coisa. Se nesse período nossas crianças tiverem um desenvolvimento sadio, com espaço para brincar, se forem acolhidas em suas necessidades básicas e emocionais, aí se tem uma base forte para qualquer que seja a escolha profissional lá na frente.
Por acaso, na minha rua havia um jardim de infância Waldorf quando meu filho era pequeno (hoje tem dois na mesma rua, olha que milagre!). Não vou defender essa pedagogia como o único caminho para que uma criança passe bem por essa fase: ainda são poucas as escolas e custam um preço que não está ao alcance de todos. Mas, ao dar uma grande importância para o primeiro setênio, a pedagogia Waldorf traz reflexões importantes para quem está procurando onde colocar seu filho e, mais do que isso, para mostrar que o que se faz nessa fase da vida é essencial para o que virá a seguir. E que podem servir a você, não importa qual seja sua escolha. É disso que vou falar aqui.
O primeiro passo em direção ao mundo lá fora – A recomendação da escola Waldorf é que a criança entre no jardim aos 3 anos ou depois disso. Nem todas as famílias têm estrutura pra esperar todo esse tempo e é a vida. Mas também muitas mães acham que os filhos “pedem” para ir para a escolinha. Pode até ser. Mas eu gosto da explicação: é que só nessa idade a criança estaria preparada para interagir com o mundo que vai além do papai, da mamãe, dos irmãozinhos e da vovó. Mesmo que o pequerrucho adore ir pra rua, brincar com outras crianças, lembre-se que a mamãe, a vovó ou, em muitos casos, a babá querida, estão por perto. Aos 3 anos é que aparece, pela primeira vez, aquele impulso que se faz mais forte aos 9 anos, de encarnação do EU, segundo a antroposofia, de uma certa individualidade. Não por acaso, é nessa idade que as crianças começam a falar…eu! Antes elas se referem a si mesmas em terceira pessoa (“a Gabi quer comer”, “Pedrinho quer brincar”). Aos 3 anos o sistema nervoso está mais maduro e esse eu, essa individualidade, pode usá-lo como instrumento de comunicação, de crescimento. A criança, então, percebe que ela e o mundo são coisas diferentes. A mãe já não é uma extensão dos seus desejos e necessidades. E isso é lindo de se ver. Eu amo os três anos. Mas listei aqui algumas reflexões que consideraria importante se fosse escolher uma escolinha para o meu filho hoje, caso ele ainda estivesse na primeira infância. O que explico porque coloquei mais energia nisso do que colocarei na hora em que tivermos que escolher a faculdade.
Desenvolvimento da espiritualidade – Não é religião, não, mas as escolas que cultivam a espiritualidade trazem riqueza para a vida infantil. As festas do ano, a chegada da primavera, os pequenos rituais, como acender uma velinha na sala, ao começar o dia, uma canção de gratidão por acordar e estar disposto, a árvore de Natal enfeitada, uma lanterna para se carregar na festa de São João. Essas coisas que despertam em nós a conexão com o que é divino no mundo e em nossa própria alma. É aos 3 anos que nasce na criança uma admiração pelo mundo lá fora. Admiração que, se for bem cuidada, se manifesta como veneração frente aos milagres cotidianos. As flores têm sóis dentro delas, alguém pintou o céu de laranja e roxo, cai neve porque Dona Ôla está sacudindo seu edredom de penas lá em cima. Nunca devemos estragar essa veneração enfiando conceitos científicos logo cedo nessas cabecinhas. O melhor é deixar essa fantasia belíssima fluir e até cultivá-la. E esse é um cuidado que eu observaria, caso estivesse escolhendo um lugar para deixar meu filho, mesmo que por poucas horas do dia. Mas pode ser um cuidado de cada família com seu bem mais precioso também.
Nessa época se desenvolve sentimentos que nos acompanharão para sempre: Esse é o conceito que rege os primeiros sete anos da educação Waldorf, mas também outras pedagogias. Qualquer um pode fazer isso em casa! Como é importante que a criança desenvolva sua confiança no mundo, sua capacidade de amar, de sentir-se segura, de se adequar a essa beleza que começa a perceber. Todo o ensinamento, tanto em casa quanto na escola, deve ser guiado para mostrar à criança um mundo bom. Ah, claro, tem gente que vai dizer que não quer o filho criado em uma redoma. Calma, há um tempo pra tudo. Você não vai deixar um mamadeira do lado do bebezinho que acabou de nascer pra ele mamar sozinho, vai? É por aí. Tudo a seu tempo. Até os 7 anos, as crianças não aguentam ser expostas à violência da TV, dos videogames, da vida. Não precisam saber que a água do planeta está acabando. E nem que aconteceu um massacre na favela. Isso \ assusta e agita uma alminha que está chegando agora nesse mundo louco. O mundo também é bom, minha criança. A vovó te ama. A professora te ama. O papai te ama e te protege. E você merece ser protegida daquilo que não é tão bom assim. É um cuidado, um carinho, um gesto de proteção lindo que podemos dar aos nossos filhos, independentemente da escola que escolhermos.
Formação dos órgãos e criatividade – Durante os primeiros sete anos, a maioria dos órgãos (ou a semente que os originará), se forma. E, como sabemos, não nasce jacarandá se plantarmos uma sementinha de maçã. Mesmo o que não se vê está ali, com os dentes, que se formam até os 7 anos, no máximo. Gritos, falta de ritmo, sustos. Tudo isso vai influenciando essa formação. O mesmo acontece com a criatividade. Se a criança tiver espaço (e não digo estímulo de brinquedos eletrônicos ou excesso de estímulo intelectual) e acolhimento, se tiver exemplos e inspiração, sentirá segurança para desenvolver os dons que trouxe à Terra. Mais tarde, essa segurança será a base para um trabalho criativo e satisfatório.
Segunda a antroposofia, a educação é o que cura, o que traz saúde. Acho que um bom jardim de infância garante boa parte dessa saúde, física e emocional, que levaremos para a vida E aí, quando ele chegar na faculdade, estará preparado para o que vier depois dela. Boa sorte com suas escolhas, pais e mães, e muita saúde para seu pequenino.
Por Fabi Corrêa
terça-feira, 13 de setembro de 2016
segunda-feira, 12 de setembro de 2016
A INTERNET DAS COISAS
Leia abaixo o texto do Jornal Correio Popular, edição de ontem, 11.09.16, sobre o tema internet das coisas. Para saber mais temos em nosso site, vídeo, e revista em quadrinhos - comic book, que explanam muito bem o tema.
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