Blog oficial da E.E.Prof.Uacury Ribeiro de Assis Bastos, destinado a divulgar notícias, publicar reportagens, registrar eventos e atividades da escola.
sábado, 18 de julho de 2015
terça-feira, 14 de julho de 2015
segunda-feira, 6 de julho de 2015
É PRECISO EDUCAR OS EDUCADORES
Edgar Morin: é preciso
educar os educadores
por
O
Globo: Na sua opinião, como seria o modelo ideal de educação?
Edgar Morin: A figura do professor é determinante para a consolidação de um modelo “ideal" de educação. Através da Internet, os alunos podem ter acesso a todo o tipo de conhecimento sem a presença de um professor. Então eu pergunto, o que faz necessária a presença de um professor? Ele deve ser o regente da orquestra, observar o fluxo desses conhecimentos e elucidar as dúvidas dos alunos. Por exemplo, quando um professor passa uma lição a um aluno, que vai buscar uma resposta na Internet, ele deve posteriormente corrigir os erros cometidos, criticar o conteúdo pesquisado.
Edgar Morin: A figura do professor é determinante para a consolidação de um modelo “ideal" de educação. Através da Internet, os alunos podem ter acesso a todo o tipo de conhecimento sem a presença de um professor. Então eu pergunto, o que faz necessária a presença de um professor? Ele deve ser o regente da orquestra, observar o fluxo desses conhecimentos e elucidar as dúvidas dos alunos. Por exemplo, quando um professor passa uma lição a um aluno, que vai buscar uma resposta na Internet, ele deve posteriormente corrigir os erros cometidos, criticar o conteúdo pesquisado.
É preciso desenvolver o senso
crítico dos alunos. O papel do professor precisa passar por uma transformação,
já que a criança não aprende apenas com os amigos, a família, a escola. Outro
ponto importante: é necessário criar meios de transmissão do conhecimento a
serviço da curiosidade dos alunos. O modelo de educação, sobretudo, não pode
ignorar a curiosidade das crianças.
O
Globo: Quais são os maiores problemas do modelo de ensino atual?
Edgar Morin: O modelo de ensino que foi instituído nos países ocidentais é aquele que separa os conhecimentos artificialmente através das disciplinas. E não é o que vemos na natureza. No caso de animais e vegetais, vamos notar que todos os conhecimentos são interligados. E a escola não ensina o que é o conhecimento, ele é apenas transmitido pelos educadores, o que é um reducionismo. O conhecimento complexo evita o erro, que é cometido, por exemplo, quando um aluno escolhe mal a sua carreira. Por isso eu digo que a educação precisa fornecer subsídios ao ser humano, que precisa lutar contra o erro e a ilusão.
Edgar Morin: O modelo de ensino que foi instituído nos países ocidentais é aquele que separa os conhecimentos artificialmente através das disciplinas. E não é o que vemos na natureza. No caso de animais e vegetais, vamos notar que todos os conhecimentos são interligados. E a escola não ensina o que é o conhecimento, ele é apenas transmitido pelos educadores, o que é um reducionismo. O conhecimento complexo evita o erro, que é cometido, por exemplo, quando um aluno escolhe mal a sua carreira. Por isso eu digo que a educação precisa fornecer subsídios ao ser humano, que precisa lutar contra o erro e a ilusão.
O
Globo: O senhor pode explicar melhor esse conceito de conhecimento?
Edgar Morin: Vamos pensar em um conhecimento mais simples, a nossa percepção visual. Eu vejo as pessoas que estão comigo, essa visão é uma percepção da realidade, que é uma tradução de todos os estímulos que chegam à nossa retina. Por que essa visão é uma fotografia? As pessoas que estão longe são pequenas, e vice-versa. E essa visão é reconstruída de forma a reconhecermos essa alteração da realidade, já que todas as pessoas apresentam um tamanho similar.
Todo conhecimento é uma tradução, que é seguido de uma reconstrução, e ambos os processos oferecem o risco do erro. Existe outro ponto vital que não é abordado pelo ensino: a compreensão humana. O grande problema da humanidade é que todos nós somos idênticos e diferentes, e precisamos lidar com essas duas ideias que não são compatíveis. A crise no ensino surge por conta da ausência dessas matérias que são importantes ao viver. Ensinamos apenas o aluno a ser um indivíduo adaptado à sociedade, mas ele também precisa se adaptar aos fatos e a si mesmo.
Edgar Morin: Vamos pensar em um conhecimento mais simples, a nossa percepção visual. Eu vejo as pessoas que estão comigo, essa visão é uma percepção da realidade, que é uma tradução de todos os estímulos que chegam à nossa retina. Por que essa visão é uma fotografia? As pessoas que estão longe são pequenas, e vice-versa. E essa visão é reconstruída de forma a reconhecermos essa alteração da realidade, já que todas as pessoas apresentam um tamanho similar.
Todo conhecimento é uma tradução, que é seguido de uma reconstrução, e ambos os processos oferecem o risco do erro. Existe outro ponto vital que não é abordado pelo ensino: a compreensão humana. O grande problema da humanidade é que todos nós somos idênticos e diferentes, e precisamos lidar com essas duas ideias que não são compatíveis. A crise no ensino surge por conta da ausência dessas matérias que são importantes ao viver. Ensinamos apenas o aluno a ser um indivíduo adaptado à sociedade, mas ele também precisa se adaptar aos fatos e a si mesmo.
O
Globo: O que é a transdisciplinaridade, que defende a unidade do conhecimento?
Edgar Morin: As disciplinas fechadas impedem a compreensão dos problemas do mundo. A transdisciplinaridade, na minha opinião, é o que possibilita, através das disciplinas, a transmissão de uma visão de mundo mais complexa. O meu livro “O homem e a morte" é tipicamente transdisciplinar, pois busco entender as diferentes reações humanas diante da morte através dos conhecimentos da pré-história, da psicologia, da religião. Eu precisei fazer uma viagem por todas as doenças sociais e humanas, e recorri aos saberes de áreas do conhecimento, como psicanálise e biologia.
O Globo: Como a associação entre a razão e a afetividade pode ser aplicada no sistema educacional?
Edgar Morin: É preciso estabelecer um jogo dialético entre razão e emoção. Descobriu-se que a razão pura não existe. Um matemático precisa ter paixão pela matemática. Não podemos abandonar a razão, o sentimento deve ser submetido a um controle racional. O economista, muitas vezes, só trabalha através do cálculo, que é um complemento cego ao sentimento humano. Ao não levar em consideração as emoções dos seres humanos, um economista opera apenas cálculos cegos. Essa postura explica em boa parte a crise econômica que a Europa está vivendo atualmente.
Edgar Morin: As disciplinas fechadas impedem a compreensão dos problemas do mundo. A transdisciplinaridade, na minha opinião, é o que possibilita, através das disciplinas, a transmissão de uma visão de mundo mais complexa. O meu livro “O homem e a morte" é tipicamente transdisciplinar, pois busco entender as diferentes reações humanas diante da morte através dos conhecimentos da pré-história, da psicologia, da religião. Eu precisei fazer uma viagem por todas as doenças sociais e humanas, e recorri aos saberes de áreas do conhecimento, como psicanálise e biologia.
O Globo: Como a associação entre a razão e a afetividade pode ser aplicada no sistema educacional?
Edgar Morin: É preciso estabelecer um jogo dialético entre razão e emoção. Descobriu-se que a razão pura não existe. Um matemático precisa ter paixão pela matemática. Não podemos abandonar a razão, o sentimento deve ser submetido a um controle racional. O economista, muitas vezes, só trabalha através do cálculo, que é um complemento cego ao sentimento humano. Ao não levar em consideração as emoções dos seres humanos, um economista opera apenas cálculos cegos. Essa postura explica em boa parte a crise econômica que a Europa está vivendo atualmente.
O
Globo: A literatura e as artes deveriam ocupar mais espaço no currículo das
escolas? Por quê?
Edgar Morin: Para se conhecer o ser humano, é preciso estudar áreas do conhecimento como as ciências sociais, a biologia, a psicologia. Mas a literatura e as artes também são um meio de conhecimento. Os romances retratam o indivíduo na sociedade, seja por meio de Balzac ou Dostoiévski, e transmitem conhecimentos sobre sentimentos, paixões e contradições humanas. A poesia é também importante, nos ajuda a reconhecer e a viver a qualidade poética da vida. As grandes obras de arte, como a música de Beethoven, desenvolvem em nós um sentimento vital, que é a emoção estética, que nos possibilita reconhecer a beleza, a bondade e a harmonia. Literatura e artes não podem ser tratadas no currículo escolar como conhecimento secundário.
Edgar Morin: Para se conhecer o ser humano, é preciso estudar áreas do conhecimento como as ciências sociais, a biologia, a psicologia. Mas a literatura e as artes também são um meio de conhecimento. Os romances retratam o indivíduo na sociedade, seja por meio de Balzac ou Dostoiévski, e transmitem conhecimentos sobre sentimentos, paixões e contradições humanas. A poesia é também importante, nos ajuda a reconhecer e a viver a qualidade poética da vida. As grandes obras de arte, como a música de Beethoven, desenvolvem em nós um sentimento vital, que é a emoção estética, que nos possibilita reconhecer a beleza, a bondade e a harmonia. Literatura e artes não podem ser tratadas no currículo escolar como conhecimento secundário.
O
Globo: Qual a sua opinião sobre o sistema brasileiro de ensino?
Edgar Morin: O Brasil é um país extremamente aberto a minhas ideias pedagógicas. Mas, a revolução do seu sistema educacional vai passar pela reforma na formação dos seus educadores. É preciso educar os educadores. Os professores precisam sair de suas disciplinas para dialogar com outros campos de conhecimento. E essa evolução ainda não aconteceu. O professor possui uma missão social, e tanto a opinião pública como o cidadão precisam ter a consciência dessa missão. [Leia esta entrevista no site do O Globo]
Edgar Morin: O Brasil é um país extremamente aberto a minhas ideias pedagógicas. Mas, a revolução do seu sistema educacional vai passar pela reforma na formação dos seus educadores. É preciso educar os educadores. Os professores precisam sair de suas disciplinas para dialogar com outros campos de conhecimento. E essa evolução ainda não aconteceu. O professor possui uma missão social, e tanto a opinião pública como o cidadão precisam ter a consciência dessa missão. [Leia esta entrevista no site do O Globo]
sábado, 4 de julho de 2015
A IMPORTÂNCIA DA FORMAÇÃO CONTINUADA DO PROFESSOR
Vale ler o artigo publicado no site gestão educacional por Julio Furtado.
A GESTÃO ESCOLAR E A FORMAÇÃO CONTINUADA
DOS PROFESSORES
Cada vez mais as
profissões necessitam de estudos constantes, tamanha é a frequência com que
novas descobertas e tecnologias estão influenciando o fazer profissional em
todas as áreas. O diploma de graduação a cada dia se torna tão somente o
primeiro passo da formação profissional. Na área tecnológica, como na
engenharia, essa formação dinâmica se justifica pelas novas tecnologias e pelos
novos procedimentos. Na área da saúde, em função da descoberta de novos
tratamentos e de prevenções das doenças, e nas áreas de ciências humanas e
sociais aplicadas, em função da evolução da sociedade, de seus valores, de suas
novas conexões e do impacto da tecnologia no dia a dia.
A educação, como ciência humana, talvez
seja a que mais recebe influências diretas do processo de mudanças
comportamentais pelo qual passa a sociedade. Praticamente toda mudança que
atinge o comportamento social atinge a escola. A formação inicial do professor,
que já vem, nas últimas décadas, sendo alvo de críticas, torna-se menos efetiva
ainda diante desse fenômeno. Os professores não são formados para lidar com o bullying,
a inclusão de alunos com necessidades especiais, a pedagogia diferencial, o
desenvolvimento de competências, a pedagogia de projetos, as famílias dos
alunos, o desenvolvimento tecnológico e muitas outras questões presentes hoje
em nossas escolas. Essa é a principal, embora não a única justificativa, da
necessidade de a escola oferecer formação continuada regular aos seus
professores. A contínua necessidade de se entender as novas gerações, seus
códigos, seus comportamentos, seus padrões de valores e as atitudes que estão
na base de seu sistema de motivação é outra questão que fundamenta a
necessidade da escola ter um processo estruturado de formação continuada de
professores.
O gestor escolar que não der a esse fator a merecida atenção
estará colocando em risco a aprendizagem, que é a mola mestra do processo
escolar. Infelizmente não são poucos os gestores que tratam o investimento em
formação continuada como rubrica de segunda ordem. Em geral, acredita-se que as
reuniões pedagógicas darão conta de suprir as lacunas dos docentes e torná-los
mais eficazes em sua atuação. Essa crença é rapidamente desconstruída pelos
resultados da aprendizagem colhidos nas avaliações externas. Diante disso, na
instância pública, instala-se a desmotivação e o descrédito na formação
continuada. Na instância privada, demissões e novas contratações ocorrem com
base na crença de que existem no mercado professores de qualidade, prontos e
bem formados, aguardando apenas serem contratados.
O processo de formação continuada precisa estar baseado no tripé
formação pedagógica, formação científica e formação pessoal. A formação
pedagógica é a face mais praticada (senão a única) pelas escolas. Acredita-se
que a atuação na sala de aula pode ser melhorada tão somente com a aprendizagem
de novos métodos e técnicas, o que não corresponde à realidade. É igualmente
importante promover a formação científica, que oferece ao professor
fundamentação sobre a sua prática. As novas descobertas da neurociência a
respeito do funcionamento do cérebro apresentam-se como um bom exemplo. A
formação pessoal, é possível dizer, é praticamente ausente do processo de
formação continuada. Acredita-se, por um lado, que essa é uma dimensão
inatingível. A pessoa do professor, com seus valores, suas crenças e suas atitudes,
já é formada e nada se pode fazer para mudá-la. Por outro lado, há certo
desconforto em trabalhar esse contexto. A questão é que professores competentes
nas áreas científicas e pedagógicas fracassam em sala de aula por deficiências
de formação pessoal.
Todas as opiniões a respeito do que fazer para melhorar a
qualidade da educação em todos os níveis envolvem a formação em serviço dos
docentes. Inserir esse processo entre as prioridades de ação da gestão escolar
é não só necessário, mas urgente.
Artigo publicado
na edição de fevereiro de 2015.
terça-feira, 30 de junho de 2015
ATO DE REMOÇÃO PEB I
De acordo com o Comunicado
CGRH/SEE, informamos que as publicações do Ato de Remoção de Professor
Educação Básica I e do Decreto de Nomeação de candidatos do
Concurso Público de Professor Educação Básica I, ficam adiadas para o final
do 2º semestre/2015, com exercício no 1º dia letivo/2016.
Tais ponderações decorrem da preocupação pela descontinuidade do
trabalho pedagógico da unidade escolar, como também prejuízo que poderá
ocasionar no ensino aprendizagem dos alunos, com a movimentação destes
docentes no meio do ano, em virtude de tratar-se do Ensino
Fundamental I.
Assim, as publicações encontram-se previstas para dezembro/2015:
è Ato de Remoção PEB I (poderá sair junto com a remoção de PEB II)
è Decreto de Nomeação (Concurso Público PEB I/2015)
Solicitamos que as unidades escolares divulguem
tais alterações das publicações, para
ciência dos docentes PEB I inscritos no concurso de remoção, como também aos
candidatos ingressantes do concurso público PEB I.
segunda-feira, 29 de junho de 2015
domingo, 28 de junho de 2015
MUROS DA MATA ATLÂNTICA
Nossa escola também foi notícia no blog PORTAL NOVIDADE, quando mostrou o painel do Projeto Muros da Mata Atlântica pintado no pátio externo.
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