sábado, 14 de janeiro de 2017

INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS


No início dos anos oitenta, na Universidade de Harvard, Estados Unidos, o psicólogo Howard Gardner concluiu através de suas pesquisas que a inteligência humana é como um quebra-cabeça composto por nove peças, todas de mesmo valor e importância.
Segundo Gardner, são características que classificam que tipo de inteligência cada pessoa possui, bem como quais as facilidades que essas trazem para nossa vida.
Antes dessa descoberta, a principal teoria que tratava da inteligência era a de Alfred Binet, que criou um teste de inteligência que media o QI (quociente de inteligência), mas sua área de atuação se limitava apenas à matemática e à linguagem.
A palavra inteligência tem sua origem na junção de duas outras palavras latinas, a palavra inter (entre) e a palavra legere (eleger ou escolher), ou seja, é a capacidade de fazer a escolha melhor entre duas ou mais situações.
As inteligências levantadas na pesquisa de Gardner saem dessas duas áreas e passam a ter uma área bem mais abrangente, sendo elas: lingüística, lógico-matemática, espacial, pictória, musical, corporal-sinestésica, naturalista, interpessoal e intrapessoal, existentes no cérebro de todos os seres humanos, sendo que cada um tem as que são mais e menos desenvolvidas.



Área cerebral de cada inteligência
A inteligência verbal ou lingüística aparece aos dois anos de idade, porém vai-se definindo ao longo da vida. As pessoas que possuem essa inteligência desenvolvida, mesmo sem ter passado pela escola, conseguem organizar suas frases de forma clara e objetiva. Normalmente são pessoas que gostam de ler, escrever, tem boa memória, ótima verbalização e sabem debater. Aparece mais em escritores, poetas e profissionais da área de publicidade e jornalismo. Se essa inteligência não é bem desenvolvida na infância, o indivíduo apresenta dificuldades na fala ou não se interessa por aulas de outros idiomas.
Lógico-matemática, está presente em pessoas que podem enxergar as projeções geométricas, têm facilidade para solucionar problemas matemáticos, da área da informática, química ou física. Pessoas como mestres-de-obras, economistas, engenheiros e matemáticos a tem em evidência. A criança que se recusa a estudar matemática provavelmente não possui essa inteligência desenvolvida.
Espacial, aparece em pessoas com bom sentido de localização, facilidade com mapas, gráficos e diagramas. As crianças que possuem essa inteligência costumam brincar com amigos imaginários. Está presente em arquitetos, navegadores, jogadores de xadrez e estrategistas. Normalmente não aparece em crianças que apresentam dificuldades em se localizar ou em descrever pequenos trajetos e evitam matérias como geografia.
Pictórica, ligada a pessoas com facilidade em se expressar através dos desenhos, pinturas e esculturas, cria imagens mentais. Os pintores, escultores e artistas plásticos possuem essa inteligência mais desenvolvida. Normalmente não aparece em crianças que dizem que não conseguem e não sabem desenhar.
A inteligência musical está presente em crianças que se movimentam ao som de uma música como que obedecendo a ordens, pessoas que tem boa entonação de voz, ritmo, timbre e sensibilidade emocional à música. Aparece em compositores, músicos, maestros e cantores. As crianças que não a possui não distinguem sons altos de baixos e não conseguem fazer boa entonação da voz.
Corporal-cinestésica é a capacidade de resolver problemas ou elaborar produtos utilizando o corpo inteiro ou parte do mesmo. Muito aguçada em bailarinos, jogadores de futebol e outros atletas, cirurgiões, artistas de circo e mecânicos. Precisa ser trabalhada quando a criança não consegue fazer atividades que exigem controle motor refinado, como amarrar cadarços, fazer o número quatro com seu corpo, etc.
Naturalista é a inteligência das pessoas que se descobrem como parte integrante do mundo animal e vegetal. Pessoas que falam com as plantas, com animais e se percebem como folha da árvore desta floresta que é a vida. Não aparece em crianças com pouca criatividade.
Interpessoal, é a maneira como construímos nossas relações com outras pessoas e a forma como nos sentimos completos quando em relação às mesmas. Podemos caracterizar em pessoas com sociabilidade, cooperação, capacidade de fazer amigos, comunicabilidade. Aparece em políticos, professores, líderes religiosos, conselheiros, vendedores, gerentes e relações públicas. Quando a criança não a tem desenvolvida, torna-se muito tímida e se isola das outras.
Intrapessoal, é a inteligência da auto-estima, do auto-respeito e da auto-aceitação, ou seja, é a maneira como a pessoa se vê, como conviver com suas limitações e potencialidades. Aparece em pessoas otimistas, que respeita seus valores morais e princípios. Aparece em psicólogos, filósofos, romancistas, gurus e místicos. Crianças exageradamente egoístas não conseguiram desenvolvê-la.
Assim, vimos que o cérebro de todos é constituído das nove inteligências emocionais e isso tem ajudado muito a escola, os professores, os pais e os próprios alunos a entenderem seu processo de aprendizagem. Os professores bem como a escola, de forma geral, precisaram passar por períodos de reciclagem a fim de buscar novas formas de trabalho, que constituam no respeito à integridade do indivíduo, bem como as formas de avaliar os alunos, através da sensatez e da sensibilidade, proporcionando aos mesmos fazerem trabalhos individuais, em grupos, pesquisas e participação nas aulas.
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola


quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

EM NOSSO ENTORNO

Reproduzimos baixo reportagem do jornal CORREIO POPULAR, de hoje, página A10. A matéria é sobre a ponte do Bairro Carlos Gomes.

QUEDA DE PONTE É TRAGÉDIA ANUNCIADA HÁ MAIS DE 20 ANOS
 Publicado 10/01/2017 - 22h45 - Atualizado 10/01/2017 - 22h45
Por Jaqueline Harumi

Hélio Bellenzani mostra reportagem do Diário do Povo, de setembro de 97, assinada pelo jornalista Fábio Gallacci: ficou no papel
O tráfego intenso de caminhões tornou-se uma rotina nada agradável para os moradores da Rua Romeu Túlio, continuação da Rua Walter Franco de Lima, no bairro Carlos Gomes, zona rural de Campinas, desde que as vias se transformaram em rota de fuga do pedágio da Rodovia Governador Adhemar Pereira de Barros (SP-340), há cerca de 20 anos. A maior dor de cabeça se concentra na ponte de mais de 60 anos sobre o Rio Atibaia entre as duas vias, sobre a qual é possível passar apenas um veículo por vez, o que gera, além de riscos a motoristas e pedestres, congestionamentos em plena estrada de terra. Além disso, a ponte tem o assoalho de madeira e a insegurança é visível. Segundo a vizinhança, o movimento cada vez maior trouxe também insegurança, sendo comum o pedido de ajuda de motoristas que foram vítimas de roubo.
Localizado em uma Área de Proteção Ambiental (APA), o bairro é formado predominantemente por chácaras, com poucos moradores, o que enfraquece a implantação de melhorias por parte do poder público. Providências em relação à ponte foram prometidas em setembro de 1997 por meio de reclamação feita no Diário do Povo, e até agora nada foi feito. Já a pavimentação da região, incluindo os bairros Jardim Monte Belo I e Chácara Gargantilha, por exemplo, foi anunciada pela Administração Municipal em 2013 para ocorrer a partir de 2015, porém também não saiu do papel.
Como forma de limitar o acesso de caminhões ao trecho a partir da SP-340, uma placa de regulamentação com o peso bruto total máximo permitido de 1,5 tonelada foi instalada no início do acesso, assim como foram colocadas estruturas de concreto no chão delimitando a largura da passagem. No entanto, o mecanismo parece não ter intimidado os motoristas. Na tarde de ontem, em um período de vinte minutos, a reportagem flagrou dez caminhões passando pela ponte, quase metade com mais de quatro eixos.
Proprietário de uma chácara nas imediações, Hélio Bellenzani, de 74 anos, afirma que o tráfego de caminhões está cada vez mais intenso. Policial militar rodoviário aposentado, Hélio avalia que mesmo sem carga as carretas ultrapassam o peso permitido. “As carretas pagam por eixo, então os que estão com muita carga vão pelo pedágio, mas na volta vêm por aqui, porque têm 12, 16 eixos”, comenta. Segundo ele, o trânsito intenso também atraiu assaltantes. “Tem gente que vem bater palma em casa porque foi assaltado e eu não abro porque tenho medo. Toda semana tem, há cinco, seis anos”, ressalta.
Nascido no bairro, o aposentado Milton Massacazu Tanaka, de 77 anos, considera a situação crítica. “Abala até a casa da gente. Piora a cada dia que passa esse movimento desde quando tem esse pedágio. Não sei como essa ponte aguenta”, relata ele, que ainda teve a casa assaltada há um ano e foi vítima de roubo mais de uma vez quando mantinha um comércio. “Depois das 17h, a gente fecha a casa e fica guardado”, lamenta a companheira de Hélio, a dona de casa Maria Aparecida Túlio Bellenzani, de 74 anos. “Não somos ouvidos porque os vereadores querem votos e somos poucos”, completa.
Outro lado
A Administração Municipal afirmou que existe um estudo sendo desenvolvido pela Secretaria do Verde para pavimentação da região, que precisa ser feita com pavimento específico por ser tratar de APA, porém não deu detalhes do projeto, nem informou se inclui a ponte. Sobre o tráfego, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) apenas informou que os projetos viários e de sinalização somente são executados após pavimentação, o que depende de outra secretaria. Em relação à falta de segurança, a Polícia Militar foi procurada, mas não retornou contato até o fechamento desta edição.
PONTO DE VISTA - FÁBIO GALLACCI, jornalista
É uma mistura de orgulho e indignação. Como repórter, me sinto honrado em saber que uma leitora guarda — há 20 anos — um texto que fiz sobre a precária situação da ponte do bairro Carlos Gomes que, na época da primeira publicação, já tinha mais de quatro décadas de construção. Foi um trabalho produzido para o extinto jornal Diário do Povo, na sempre combativa seção “Disque-Diário”. Ao ver o papel amarelado tanto tempo depois, me considero premiado pela confiança dos moradores do lugar. Por outro lado, fico revoltado com a falta de atenção do poder público em relação a um pedido que completa duas décadas sem solução. Desde aquela época, a estrutura já servia como desvio de uma praça de pedágio e oferecia riscos a todos. A foto do ex-colega Eduardo Beck comprova. Mostramos o problema, cobramos respostas, recebemos promessas, mas as vozes daquelas pessoas não foram ouvidas. Meu trabalho, então, ficou incompleto. Nosso papel é brigar pela população, fiscalizar o poder e, quando possível, transformar realidades. Assim, peço perdão aos moradores do Carlos Gomes, mas já aproveito o espaço para pegar no pé da Prefeitura de Campinas por uma atenção para aquele problema. Minha colega Jaqueline Harumi voltou lá para refrescar a memória dos responsáveis... E a minha. Uma comunidade tão paciente merece ao menos um pingo de respeito

PASSE ESCOLAR - CADASTRO NO SITE DA TRANSURC

Este ano, a renovação do passe escolar será feito exclusivamente na TRANSURC, através de seu SITE (clicando aqui você já acessa a página do cadastro).

Lembramos que os alunos que completaram 12 anos, não estão mais no transporte fretado, portanto, precisam fazer o passe escolar.




domingo, 8 de janeiro de 2017

NAS FÉRIAS, AS SALAS VAZIAS...

Corredores que se esvaziam, memórias que transbordam

Quando a “síndrome do ninho vazio” se multiplica, centenas de vezes, temos o cenário de uma escola vazia de seus principais protagonistas: os alunos.
Poucas cenas são mais melancólicas do que o contraste da alegria dos alunos saindo para as férias, com nossa tristeza em contemplar as salas vazias de vida.
Para os de fora, pode parecer estranha esta afirmação do educador, quem da mesma forma se  prepara para suas férias. Sem dúvida, na educação, temos uma das mais desgastantes profissões, mas que só alimenta os profundamente vocacionados, aqueles que fizeram do educar uma paixão, um modo de vida. Aqueles que não sentem a vida numa sala cheia de alunos podem ser tudo, menos educadores e, seguramente, não perceberão a melancolia dos corredores silenciosos.
Nesses grandes vácuos de gente dos prédios escolares é que opera nossa memória numa espécie de inventário, de lição de casa do trabalho feito, dos pequenos progressos humanos que se agigantam em enormes vitórias. Cada carteira uma presença; na lousa limpa, marcos à frente; no silêncio, o alarido musical da seiva da juventude; no vazio dos olhos, a enchente da memória que trará a força para o recomeço, apesar de tanto e de tantos.
Queridos meninos, as salas das quais saíram jamais se esvaziarão de suas presenças.
Professor Henrique Vailati Neto é diretor do Colégio FAAP – SP.
Formado em História e Pedagogia, com mestrado em Administração. É professor universitário nas disciplinas de Sociologia e Ciência Política. Tem quatro filhos e quatro netos.
Troque ideia com o professor: col.diretoria@faap.br

sábado, 7 de janeiro de 2017

O SALÁRIO DO PROFESSOR


Por que o salário dos professores brasileiros ainda é tão baixo?

POR RICARDO FALZETTA
Para tentar responder a essa difícil pergunta, vou resgatar uma breve história. Em 1996, quando eu era repórter da revista Nova Escola, publicação voltada para os professores, recebemos na redação, pelo correio (e-mail era privilégio de poucos naquela época), um envelope contendo o holerite de uma professora do interior do Piauí. Sabe quanto ela recebia por mês? 13 reais! Dá para imaginar como era viver com um salário assim?
Em 2007, o governo federal criou o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), que mais tarde seria convertido no Fundo de Desenvolvimento Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e dos Profissionais da Educação (Fundeb). Esse fundo, de âmbito estadual, é composto por recursos vinculados, provenientes de uma cesta de impostos e repasses constitucionais de verbas, distribuídos para cada município e para a rede estadual da unidade federativa, conforme o número de matrículas da Educação Básica de cada localidade. 60% dessa verba devem ser investidos na valorização dos professores, por meio de salários e de formação. Logo que o então Fundef passou a valer, o salário dessa mesma professora passou para algo em torno de 200 reais. Um valor ainda baixo, mas um salto expressivo, sobretudo nos municípios mais pobres do País.
Ainda temos muito a caminhar. A atual desvalorização do magistério no Brasil pode ser explicada também por um descaso histórico do País com a Educação, que passou a ser tratada como um direito somente a partir da Constituição Federal de 1988, e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996, que estabeleceu critérios importantes, como a escolaridade mínima para a docência. De lá para cá, a remuneração vem melhorando, mas a passos lentos.
Hoje, apesar de leis como a do Fundeb e do Piso Nacional do Magistério, atualmente fixado em R$2,135, a média salarial dos professores da Educação Básica representa 60%, ou seja, pouco mais da metade do que ganham outros profissionais com formação superior. O Plano Nacional de Educação (PNE), que completa dois anos de vigência em junho deste ano, estabelece em sua meta 17 a equiparação salarial entre os docentes e os demais profissionais até 2020. Para que a meta seja cumprida, é preciso que os nossos gestores e governantes trabalhem ativamente para melhorar a remuneração dos professores.
Embora aumentar o salário seja um fator fundamental para melhorar a atratividade da carreira docente, não é o único que precisa de atenção. É preciso garantir planos de carreira melhores, formação inicial (universidades) e continuada (no dia a dia do trabalho) adequadas, condições de ensino e infraestrutura nas escolas para que os profissionais do magistério possam fazer um bom trabalho em sala de aula.
Vale lembrar também que o professor não é o único ator do processo educacional: para que as crianças e jovens aprendam o que têm direito de aprender é preciso contar com a participação da família, da comunidade e dos gestores.
Recentemente, a Priscila Cruz, presidente-executiva do Todos Pela Educação, publicou um texto em sua coluna no UOL Educação sobre a importância da figura do professor no desenvolvimento dos alunos. Confira aqui.
Para saber mais sobre o perfil dos professores no Brasil, acesse aqui o levantamento do TPE sobre o tema. 

Publicação: Por que o salário dos professores brasileiros ainda é tão baixo?
TODOS PELA EDUCAÇÃO, O GLOBO, acesso em 07/01/2017

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

LIMPEZA DE CALHAS E CONDUTORES E MANUTENÇÃO TELHADO

Mais um serviço de manutenção: Limpeza das calhas e condutores, reposição de algumas telhas.




MAIS UMA SALA SENDO REORGANIZADA

Reorganizar espaços dos mapas, gibiteca, livros didáticos, e estantes, missão de hoje, e mais alguns dias...



quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

REORGANIZAÇÃO DA SALA DE LEITURA






Estamos reorganizando nossa sala de leitura, conferindo acervo, verificando novos espaços e posicionamentos dos livros para que possam atender nossos alunos da melhor forma possível. A leitura em 2017 será uma de nossas prioridades.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

DESEJAMOS A TODOS UM FELIZ 2017





Desejo à todos um excelente 2017, e que possamos conseguir tudo aquilo que planejamos, com honestidade, transparência e perseverança.

Edson F. Mamprin - Diretor EE Prof. Uacury